Reencontro Primaveril


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Isso foi ontem,o céu estava azul, as nuvens estavam ralas no céu, um calor estonteante. A água refrescava, já molhava todo o meu vestido,você estava ao meu lado, com sono.

Uma sensação tão boa me invadiu, eu sorria sozinha, a brisa quente causava uma sensação deliciosa ao encostar no meu corpo gelado. Te olhei enquanto cochilava, alisei os seus cabelos loiros e te ouvir suspirar. Durante umas três horas me mantive a te olhar, olhar o céu e agradecer por estar vivendo aquilo.

Os sonhos daquela tarde foram os melhores possíveis. Castelos, bosques, duendes, estrelas,ninjas, eu e você. Tudo era perfeitamente encaixado, e quando em algum momento os respingos de água me acordavam, você estava lá do meu lado, e nada se comparava a realidade daquele momento.

Não importa, os seres humanos nunca vão saber dividir um momento assim. Somos especiais por sermos diferentes, e quando escrevo isso agora não sei se estou feliz ou triste.

Bons momentos devem sempre ser guardados na memória, as vezes eles nunca se repetem.

Janaina de Oliveira


Perdição

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"- Podia me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui?
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir - disse o gato.
- Não importa muito onde... - disse Alice.
- Nesse caso, não importa para onde você vá - disse o gato."

Janaina de Oliveira

Ninna Letícia





Ela é mesmo mto linda ;)
E eu a amo!
beijos princesa

Janaina de Oliveira

Tempo Perdido (parte 2)

As aulas de piano estão me enchendo, todas aquelas notas sombrias, misturadas com aquelas doces e finas, elas ficam indo e vindo na minha cabeça.Não consigo nem mais olhar direito pra essa coisa gigante no meio da minha sala. Não era pra ser terapêutico? Depois de um tempo tudo vira comércio mesmo. Vou voltar a deitar no chão do quarto, mas só no domingo, e vou ouvir alguma coisa diferente. Os sinais estão custando a vir, e o final não deve estar muito longe, então preciso me apressar, senão o tempo não dá. E ainda tem o fim daquele livro que mexeu comigo, talvez eu devesse pensar em ter filhos. É sempre o tempo, sempre ele.


Janaina de Oliveira

Tempo perdido

Noite de domingo, acendo um incenso, deito no chão, as costas doem por conta do esforço físico exercido a tão pouco tempo. Ouço uma leve sinfonia, a cabeça ainda dói embriagada da noite anterior. O que vai ser amanhã? Um dia normal? Segunda feira chata de final do mês, está tudo uma loucura, mas pra que pensar nisso agora? Por que não pensar no momento passado, tão próximo. Ele já foi. E eu estou aqui, olhando pro teto branco, estou aqui me perguntando por que não estou lá fora, porque não estou longe, por que não choro nem sorrio. Por que não compro um piano? Isso! Um piano seria mesmo muito bom...


Janaina de Oliveira

Em algum lugar, além do arco-íris


Em algum lugar, além do arco-íris,
Bem depois.
Os sonhos que você sonhou
Aqueles do conto de ninar.
Em algum lugar, além do arco-íris
Pássaros azuis vão voar.
Sonhos realmente se tornam realidade
E algum dia eu vou desejar por uma estrela,
acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim
Vou es tar onde problemas derretem como balas de limão.
Bem acima dos topos das chaminés é onde você me encontrará.
E no sonho você desafiará:
por que? porque eu não posso?

Bom, eu vejo árvores cheias de vida e
Rosas vermelhas também.
Vou assisti-las florescer pra mim e pra você.
E eu penso comigo: que mundo maravilhoso!

Bem eu vejo céus azuis e vejo nuvens brancas e o brilho do dia
Eu não gosto do escuro e torno a pensar: como tudo é maravilhoso!
As cores do arco-íris tão bonitas no céu,
elas também estão no rosto das pessoas que passam.
Eu vejo amigos apertando as mãos,
dizendo: como vai você?
Eles estão dizendo: eu amo você.
Eu ouço bebês chorando e eu os vejo crescer
e eles vão aprender muito mais.

No dia que eu desejar por uma estrela
e acordar onde as nuvens estarão bem atrás de mim.
Os problemas irão se derreter como balas de limão.
E você me encontrará, nos topos da chaminé.
Em algum lugar, além do arco-íris.
E o sonho que ousar.
Porque eu não posso?

Janaina de Oliveira

Pra você ...




Falando sério,
é bem melhor você parar com essas coisas,de olhar pra mim com olhos de promessas, depois sorrir como quem nada quer.
Você não sabe,
mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez e tenho medo de fazer planos, de tentar e sofrer outra vez.
Falando sério,
eu não queria ter você por um programa e apenas ser mais uma em sua cama
por uma noite apenas e nada mais.
Falando sério,
entre nós dois tinha que haver mais sentimento.Não quero seu amor por um momento e ter a vida inteira pra me arrepender.

Falando sério - Roberto Carlos

retribuindo o presente ;)

Janaina de Oliveira

Alucinações


"Te encontro em outra vida, quando formos gatos".
Vanilla sky (abre los ojos).


Se fosse resolver, iria te dizer: foi minha agonia.

Se eu tentasse entender,por mais que eu me esforçasse não conseguiria. E aqui no coração eu sei que vou morrer um pouco a cada dia.

E sem que se perceba a gente se encontra pra uma outra folia. Eu vou pensar que é festa, vou dançar, cantar, é minha garantia, e vou contagiar diversos corações com minha euforia.

E a amargura e o tempo vão deixar meu corpo, minha alma vazia.E sem que se perceba a gente se encontra pra uma outra folia.

Agonia-Oswaldo Montenegro



Não se espantem, hoje estou melosa, romântica e poética. E eu adoro esse filme. ;*
Janaina de Oliveira

Pra você e pra mim. Não pra nós.

Cheguei na festa tentando disfarçar aquele medo reprimido, por fora estava sorridente e radiante, por dentro tímida e confusa. Os olhos me olharam e eu me senti bem, bonita. Estava com os cabelos soltos, vestidinho novo, tão linda, e aquele cheiro doce que saia de mim deveria completar a produção.

Sorri educadamente para os demais convidados, cumprimentei o aniversariante e sentei-me em uma mesa. Logo em seguida algumas pessoas vieram me cumprimentar, brincadeiras à parte me tiraram alguns sorrisos, passei meus olhos em volta do ambiente a te procurar bem desconfiada, bem de leve, querendo e não querendo te ver, ou rever.

Já fazia tanto tempo, mas tanto tempo. Lembro-me de você na ultima vez que nos vimos, umas grande discussão, tempos sem nos falarmos, sem nem mesmo um email. Depois voltamos ao (a)normal, falávamos as vezes online, as vezes offline. A palavra saudade era constante, a atitude inexistente. Assim ficamos até hoje.

Quando olho de canto vejo você, saindo de alguma parte reclusa da festa, com uma garrafa de cerveja na mão, sorrindo e falando com outros. Meu coração bate mais forte, tento me controlar dizendo pra mim mesma que sou idiota porque sinto aquilo. Do nada você me olha, penso em desviar o olhar, mas me mantenho ali, você se aproxima quieto e fixo aos meu olhos, quando chega bem perto, me abraça todo brincalhão e desajeitado, beija meu rosto e sorri, eu disfarçadamente faço uma alegria e volto a me sentar.

Mais meia hora naquele ambiente todos no clima e eu pensando em que horas aquilo acabaria pra mim. Resolvi. Levantei, maquinei uma história, desculpei-me com o aniversariante, fui. Fui embora, nem sequer olhei pra trás, nem sequer pensei nisso. Adeus, sorri comigo mesma, o final finalmente chegou.


Janaina de Oliveira

Ela ainda está em mim, sonhos.

Hoje me deparei com um pedido estranho:
- Jana, se eu escrever um texto legal você posta no seu blog?
- Claro!
Mesmo que não seja legal, eu posto (pensei)
Mas ficou legal sim, muito legal. =)

Estava cansado.
Aquela terça-feira não tinha sido das mais difíceis, mas havia lhe cansado de uma maneira única. Assim que chegou em casa e jantou, viu apenas um pouco de televisão e desabou na sua cama. O cansaço se converteu num sono pesado, que apenas alguns minutos mais tarde se converteu num sonho.

No sonho, estava num daqueles cruzamentos que tanto passa pela cidade. Mas aquela Aracaju de sonho adquirira um aspecto muito mais bonito, com o tempo frio e nublado de tons pastéis e as árvores esparramando folhas secas pelo chão. Aquela cidade, daquele jeito, mal lembrava a quente e ensolarada Aracaju. Parecia mais com uma cidade da Inglaterra em tempos de outono.

Olhou em volta, havia poucas pessoas andando pela rua, alguns carros parados e nenhum tráfego na rua. Sentiu o vento frio e um pouco seco batendo de leve nele, mas não se incomodou, pois gosta e sempre gostou de frio. Olhou mais atentamente para si mesmo e viu que vestia uma roupa de frio, também tipicamente inglesa: um sobretudo azul bem escuro, com calças da mesma cor e luvas e tênis pretos com uma faixa branca larga na lateral.

Observava toda essa paisagem no canteiro que dividia as duas pistas daquele cruzamento, sem contudo cruzar a rua. Assim que decidiu caminhar para o outro lado da rua, alguém se pôs ao seu lado. Sem dar muita importância, continuou o percurso.

Quando já estava cruzando a rua, olhou direito para a pessoa que estava ao seu lado. Havia percebido sim que era uma menina, mas só olhando bem que viu que era ela. A síntese de um amor que bateu forte no seu peito alguns meses antes naquele mesmo ano, mas que não se concretizou, e que por isso mesmo o deixou numa tristeza muito grande por um bom tempo. Foi uma pessoa que o fascinou de uma maneira singular, que parecia em tudo com ele e, ao mesmo tempo tinha diferenças que o instigavam a conhecê-la mais ainda. Todos aqueles meses que não a via (não sabia precisar quantos, mas provavelmente uns cinco) se tornaram relativos naquele momento. O coração, que não palpitava com força há um bom tempo, em instantes gerou pancadas sucessivas contra sua caixa toráxica. Era como se mesmo nada tendo dado certo, suas esperanças tivessem renascido das cinzas e ele tivesse a certeza de que conseguiria se tentasse mais uma vez.

Admirou todos os detalhes de seu rosto novamente. Os olhos negros, de escuridão e profundidade abissal tinham o mesmo brilho de quando a vira pela primeira vez, colocados por trás das mesmas transparentes lentes de grau.A pele continuava branca e lisa e o cabelo, que ficava na altura dos ombros, crescera um pouco e agora chegava em parte das costas, mas mantinha o mesmo tom castanho com algumas mechas um pouco mais claras. Trajava um casaco grosso, de um tom de cor parecido com o seu, mas com um cachecol um pouco mais claro em volta do pescoço. Saias longas com meias-calça, botas escuras de camurça, de cano longo, e luvras pretas como as suas completavam o visual. E ele sentiu que tudo isso que vira nela não havia durado mais que uns quinze segundos.

Enquanto olhava para ela, ela sorriu. Um sorriso simples, leve, que lhe transmitiu uma sensação enorme de paz. E antes que ele falasse seu nome, ela começou uma conversa. Conversaram parados ali, ainda na rua e perto da calçada mesmo. Até que ela disse algo que o deixou congelado.

"Me decidi. quero namorar você. Você ainda quer?"

Nem sabia ao certo se era essa frase mesmo que tinha ouvido. Mas pouco importava, o sentido era aquele mesmo que ele queria que fosse, enfim. Ainda sem acreditar, apenas falou algo para afirmar. E depois disso sentira a garganta secar, assim como as mãos por dentro das luvas. O som pareceu sumir, sua visão desfocou ao redor e ganhou mais nitidez na direção do rosto dela. Ela colocou as mãos em volta das dele e encostou os lábios no dele. E assim um beijo se formou.

Nunca havia se sentido daquele jeito antes. Sentia os pés no chão, mas a perfeita sensação de alçar vôo. O coração já não palpitava com tanta força, apenas num ritmo que ele poderia considerar "bom". Não sabia se aquilo era de fato o amor que ele não tinha conseguido antes. Mas quem se importava? Era melhor do que ele podia esperar, definitivamente.

Ela sugeriu que fossem tomar um sorvete. E assim foram. Aonde estavam havia uma sorveteria próxima. Andaram de mãos dadas e muito próximos. Algumas ruas mais à frente, chegaram na sorveteria. Sentaram e cada um pediu o que queria. Continuaram conversando, até que enquanto aguardavam seus pedidos se beijaram mais uma vez. Mas dessa vez, ao abrir os olhos novamente, não estava mais com ela na sua frente. Estava no seu quarto, deitado em sua cama e não havia ninguém por lá.

O despertador do celular marcava 6:00 da manhã. Era mais um dia de estudo na Universidade e de trabalho á tarde no estágio. A vida seguia, mas depois desse sonho, ele tinha uma certeza : o fantasma do maior amor que já sentira - e que não deu certo, logicamente - continuava a lhe perseguir, e talvez continue pelo resto de sua vida...

Pedro Ivo, ao som de The Fray - Hundred

Saudades do Carnaval


"Não! não me compreendeis...
Ouvi, atentos, pois meu amor se compõe do amor dos dois.
Hesitante entre vós, o coração balanço, o teu beijo é tão doce, Arlequim... o teu sonho é tão manso, Pierrot...
Pudesse eu repartir-me e encontrar minha calma dando a Arlequim meu corpo...e a Pierrot, minha alma!
Quando tenho Arlequim, quero Pierrot tristonho pois um dá-me prazer, outro dá-me o sonho!
Nessa duplicidade o amor todo se encerra um me fala do céu... outro me fala da terra!
Eu amo, porque amar é variar e, em verdade, toda a razão do amor está na variedade...
Penso que morreria o desejo da gente se Arlequim e Pierrot fossem um ser sómente.
Porque a história do amor só pode se escrever assim um sonho de Pierrot e um beijo de Arlequim!"
um trecho de "Máscaras" de Nenotti del Picchia, que tão bem retrata como se divide e balança o coração da Colombina.
Janaina de Oliveira

Seus olhos

Estive atento a um fato, me reconheci diante dos seus olhos, olhos dissimulados esses seus. Nunca me olham de frente, carregam sempre um olhar distante que me confundem. Vivo preso num mundo de te seguir, seguir as pistas que você deixa, imagino eu que propositalmente. As semanas passam cada vez mais lentas, contos os dias e as horas pra te encontrar. Percebo que estou vivendo a sua vida e não a minha, como deveria ser. Estou aqui parado, olhando para o teto me perguntando que raio de feitiço você jogou em mim.

Sempre me lembro da sua feição diante dos seus amigos, amigos, do sexo masculino mesmo, tantos sorrisos, tantos toques nos braços, e tantas passadas de língua sobre os lábios. Você sabe que eu morro de ciúmes, não sabe?

Sabe qual é o pior momento dessas horas que eu me lembro de você? É aquele momento que vejo que você não precisa de mim, naquelas horas em que meu ciúme cresce e eu reclamo das suas expressões, da sua roupa, do seu jeito de andar e de mexer nos cabelos. Você simplesmente me olha cabisbaixa e diz: vá embora então, se eu não te agrado, pode ir.

E eu vou. Meu mundo volta ao normal. Até o próximo telefonema seu, falando comigo como se nada tivesse acontecido. Até o próximo encontro onde toda a minha fúria se vai e fica a confusão que os seus olhos causam na minha cabeça. Você me beija a boca e eu me rendo a todos os seus encantos, sem nem ao menos tentar revidar.

As vezes penso em te esquecer, penso que sofreria por determinado tempo e depois te esqueceria, como sempre acontece com todo mundo. Mas entendo que não se luta contra o que não se pode vencer. Não adianta, minha luta é contra mim mesmo. Não posso vencer a mim mesmo. Não quando estou dentro dos seus olhos.

Janaina de Oliveira

New face

Bom, é só uma notinha pra falar da nova cara do blog.
Achei mais bonitinho ;)
Tô aprendendo ainda a mexer nessas coisitas, vamus vê como será daqui pra frente.
beijinhos pra todos ;*

Acorda!

Acorda ! Vem à janela
Vê o azul do céu, é tão lindo
Acorda ! Olha para o alto
Vê como o sol está luzindo
Acorda ! Olha para o horizonte
Vê quão azul é o mar
Olha a mata verdejante
Vê os pássaros a voar
Acorda ! Vê como o vento
Brinca de esconder e achar
Aproveita os bons momentos
Aceita o que a vida te dá
Acorda ! Vê as flores se abrindo
O riacho a cantar
As nuvens estão te sorrindo
Por que tu queres chorar ?
Acorda ! E não permitas
Que o teu tempo passe em vão
Amplia teus pensamentos
Educa teu coração
Acorda ! Ama teu mundo
Faze do amor, teu refrão
E nunca esqueças que a vida
Tem a cor do teu coração.
(Szamira)

Aos onze

Meu garotinho, te espero todas as noites aqui, sei que daqui a alguns dias você vai crescer, já quase não cabe no meu colo. Você vai ganhar o mundo, vai me deixar orgulhosa. Quem sabe até, daqui a uns anos você não volte e encoste a cabeça nas minhas pernas, peça um cafuné. Talvez volte aqui quando os problemas estiverem tomando toda sua cabeça e seu ser, talvez volte e chore, mas não como hoje.
Hoje você chorou de um jeito tão sentido, eu vi você sair sorrindo e vi você chegar sem o brilho natural dos seus olhos. Vi você chorar sozinho, e depois tentar disfarçar. Agora você chora mais e me diz que não sabe o que acontece com você. Sentimental que somos. Às vezes a vida parece um tanto difícil de ser transposta, mas eu te pergunto de que adiantaria chegar ao final da corrida sem ter passado por todas as etapas de maneira a sentir o que cada uma delas traz consigo?
Crescer dói meu amor, mas amanhã o dia vai nascer de novo, assim como depois de amanhã. E você vai perceber que a vida é mais ou menos como um espelho, nem sempre ele te mostra o que você quer, mas tudo é mais fácil quando você mostra um sorriso pra ele primeiro. Vamos tentar?
Janaina de Oliveira

Por esses dias

Acho que encontrei o que tanto procurava esses ultimos tempos, depois de tanta coisa. Parece pouco, mas não é decepcionante. Sabe aquela sensação boa de chegar no mar e molhar os pés?

Sinto a brisa do mar tocando meu rosto, e parece tanto com você. Olho pra trás e vejo as marcas de passos no chão. Posso sentir, você tão proximo.Tudo está tão proximo, e dessa vez tudo vai ser diferente.

Quando segurar na sua mão posso fechar os olhos?

Janaina de Oliveira

Pense nisso, eu tô pensando.

“Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas”. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances sexuais dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!". Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida. Antes idiota que infeliz!"
Arnaldo Jabor

Estudando Estética

" O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

Fernado Pessoa

Que nos dizem esses versos? em primeiro lugar, como no poema de Jorge de Lima sobre o narrador, Fernando Pessoa joga com a palavra "fngidor": o poeta é um fingidor porque finge dor. Porém, prossegue o poema, o que o poeta finge? "Finge que é dor ", isto é, no sentido de fingere, compõe um poema, constrói uma obra, arranja as palavras para dizer a dor. E "finge completamente", isto é, transfigura a dor em poema. Mas, o que é essa dor que ele constrói em palavras na forma de poema? Não é uma mentira, pois a dor fingida (ou seja, construída como obra) é a dor que "deveras sente", isto é, que sente de verdade, realmente.

Horas difíceis sem você



“Também somos o que perdemos” Boccage
Comecei com essa frase porque hoje tive muito medo de te perder, muito mesmo. Parei e pensei em tudo o que vivemos, eu tudo que eu te fiz, no que você me fez, no que fizemos. Em tudo que você trouxe pra minha vida, todas as novas visões, novas experiências, as raivas, os sorrisos, as lágrimas.
Haviam tantas idéias e planos na minha cabeça, antes mesmo da sua chegada, quase todos não aconteceram, nem sequer me esforcei pra que tivessem acontecido. Agora me lembro também de coisas que eu sequer imaginava que pudessem acontecer, coisas do tipo que a gente sonha só pra gente mesmo e deixa guardadinha com vergonha de dizer pro mundo, tamanha besteira!
Hoje eu me senti estranha, me senti mal, sei que você não fala pra mim, mas eu sinto que você sente. Não te deixei porque quis, quero que me perdoe. Você precisa ficar comigo, porque eu preciso de você e se não for com você não será com mais ninguém. Não, não me lembre do que eu disse sobre o próximo, você vai sempre ser o único.
E eu vou ser sempre você, sempre.
Janaina de Oliveira

Momentos

Está nublado, parece que vai chover. Mesmo assim saio de casa, afinal preciso mesmo ir. Já está escuro e é tarde, são 8 ou 9 horas da noite, ando rápida e desconfiada, olho muitas vezes para trás, não parece haver nada de anormal, encontro um vizinho desejo-lhe boa noite. Sigo em frente com passos rápidos, sinto pingos de chuva caírem sobre meu rosto, aperto o casaco contra o corpo, olho em volta, uma leve brisa toca meu rosto, tudo parece tão calmo. Pensamentos começam a ir e vir dentro da minha cabeça, penso sobre a vida, seu sentido, penso sobre o que estou tentando fazer, para onde estou indo. Perdida em pensamentos nem me dou conta que a chuva engrossava. Começa a chover muito forte, vou para baixo de uma árvore que não vai me abrigar por muito tempo. Nesse momento penso seriamente em desitir, os olhos chegam a encher de lágrimas, me pergunto por que fui sair de casa, sentimentos estranhos, vozes rodam minha cabeça, olho para o relógio e é quando percebo, meu destino está a cinco minutos dali. O que é uma chuva diante de uma vida inteira? Mas, e se não der certo ? Uma das vozes soa forte. Ao menos tentei. Respondo corajosa para mim mesma. Ponho um sorriso no rosto, tiro o casaco e o entrego sem explicação alguma para a moça, que nesse meio tempo tentava se abrigar embaixo da mesma árvore. Ela me olha com misto de desconfiança e medo.

- Preciso arriscar - Respondo muito simpática.

Saio correndo na chuva, feito criança boba, sentindo a água bater no rosto, no corpo. Vou feliz, com a esperança de chegar e encontrar a minha espera uma bela toalha e um abraço aconchegante.

Janaina de Oliveira

Estar vivo

É assim que quero me sentir, só sentir. Parar de pensar, pensamentos só são bons numa tarde ensolarada de cara pro céu e esparramada no chão. Ao menos pra mim agora é assim. Coisas corretas não me atraem mais, elas perderam a graça, paixões. É isso, quero viver apaixonada todos os dias da minha vida. Apaixonada por tudo e todos, e por mim também. Afinal, eu sou muito narcisista. Olhar e ver o que ninguém consegue, tem gente que prefere não ver, eu prefiro ver e prefiro acreditar no que eu sinto. A confusão, às vezes, é inevitável, mas faz com que eu me sinta viva. Viver dói, crescer dói, aprender, na maioria das vezes, também dói, mas a dor é momentânea e passa. O que não pode passar é a alegria, a alegria de ter, de querer, de poder, de viver.


Bjos confusos
Janaina deOliveira

Apresentação

Oi, eu sou Janaina, alguns me chamam de Jana, outros de pqna, outros de tantas outras coisas, mas isso não importa. Quero falar do Blog, porque de mim irei falar muito no passar dos dias. Fiz esse blog no intuito de escrever e só. Escrever o que vier na telha, não tenho mais diário de papel como antigamente, andei sentindo falta de um esses dias. Daí pensei: por quê não um diário virtual?
Hoje vou postar um texto que escrevi a alguns dias atrás. Espero que gostem. =)

Bjos cosiais
Janaina de Oliveira