Novidades

Oi Gente, 

Já começo me desculpando. Sei que sumi, sei que tem um tempão que abandonei isso aqui, mas a vida deu muitas voltas nos últimos meses e aqui estou eu vos escrevendo do outro lado mundo (de novo). Estou eu aqui, de volta pra minha terrinha, pra minha casa. Muitas dúvidas, medos, mas também muita esperança em um novo recomeço e mais ainda no futuro que me aguarda. 

Sobre "a novidade", o blog vai passar de projeto para a realidade. Andei estudando e pesquisando bastante nesses últimos meses, consegui reunir uns amigos e pretendo me aliar a outros e trazer um conteúdo bacana pra vocês. Quero dividir mais do que frases, prosas e pensamentos, quero dividir coisas gostosas e interessantes com vocês. 

Não vou me demorar muito por aqui porque enquanto venho aqui escrever já estou mandando modelos de layout, trocando ideias e tarefas com os meus colaboradores, parceiros e amigos. Breve pretendo vir aqui deixar o novo endereço da minha casa interior.

Por hoje é isso.

Janaina de Oliveira

Amanhecer


Hoje eu acordei feliz, olhei pra minha cama e vi nós três deitados, cada um com seu espaço nessa kingsize monstruosa, cada um com um pedacinho mais ou menos proporcional. Acordei e meu sorriso frouxo não pôde ser contido. Haaa você há de me desculpar, mas ele estava mais charmoso que de costume essa manhã.

Você também estava, mesmo com seus olhos azuis cobertos pelo seu profundo sono. A tranquilidade do seu sono após uma noite de insônia me lembrou meu grande amor que ficou do outro lado do mundo, que viajou por entre vidas depois que parti. Nessa manhã, a sua respiração era igual a dele. Que engraçado, você dormiu de óculos, nem se quer teve tempo de tirá-los ou apagar as luzes antes de apagar o seu próprio corpo.

O olhei para o nosso black guy deitado no espaço que sobrou da cama, mas era tanta malícia naquele corpo esticado e preguiçoso que eu mal pude conter a vontade de beslicá-lo. Mas não seria justo com ele acordar naquela hora, não seria justo com você, mas para mim era o melhor momento do dia.

Assim a manhã foi passando, eu sentei discretamente na minha parte da cama e comecei a ler, eu já estava me sentindo recuperada da enfermidade que me atacou na noite anterior, já estava me sentindo abençoada de novo se não fosse por pequenas preocupações (baratas diga-se de passagem).

A cabeça começa a lembrar do coração, aquele coração cheio de saudade. Saudade de quem ficou do outro lado do mundo. O coração cheio de dúvidas: um dia a saudade vai passar? Algum dia a saudade vai mudar de lugar junto comigo? A partir de agora a saudade vai ser pra sempre? Será que o tempo é capaz de empurrar pra baixo do tapete as nossas boas lembranças? E as ruins? O que será que o destino prevê pra minha vida?

Custa a relaxar quando a maior das perguntas precisa ser respondida com certa urgência: Em que hemisfério você estará no próximo ano?


Janaina de Oliveira

Passeando em pensamentos


Tantas vezes me pego sonhando acordada, imaginando como será minha volta para casa. Me imagino pisando naquele espaço que era meu quarto, que foi minha casa, meu santuário e meu refúgio por tantos anos. Soube há alguns meses que meu pai até pintou ele da cor que eu queria para quando eu voltasse.

Em pensar que tudo foi planejado ali dentro, que foi lá onde teci tantas e importantes partes da minha história. Tantas vezes eu sonho com o dia que vou voltar a deitar naquela cama encostada na janela que fica de frente à pequena área de plantas da casa. Tantas vezes quis estar lá deitada sentindo os pingos das chuvas de verão molhar os meus pés.

Saudade é um sentimento que se mantém constante no coração de quem ama, com o tempo a gente aprende a conviver com ela, até consegue criar um laço de amizade e começa a ver beleza onde antes só existia dor. Mas em alguns dias a saudade extrapola e arrebenta no peito. A saudade da presença, da respiração suave, dos cheiros, sons e sabores. A saudade do que não vai voltar mais (pelo menos não nessa vida).

Hoje fechei os olhos e me vi naquele quarto, naquele mundo só meu que nunca foi pequeno pelo simples fato da minha alma sempre dar um jeito de voar longe. Lembrei de tantos momentos atuados naquele palco, lembrei de tantas lições aprendidas naquela classe.

Quando eu fecho os olhos e procuro um porto seguro, ainda é pra lá que os meus pensamentos me levam, é para varanda fresca no quintal de casa, para as madrugadas interrompidas pela vontade de saber o que existia depois das grades, de onde vinham aqueles sons, aquelas luzes.

A vida parece um eterno perde e ganha, vem e vai, sim e não. No fim a diferença não é caminho que você escolhe, mas a escolha de escolher. No fim o que importa é a maturidade para arcar com as consequências da suas escolhas, aprender a trilhar o caminho que você escolheu sem medo, seguir adiante quando as adversidades te empurrarem para traz, saber voltar atrás quando perceber que o caminho não é mais interessante para você.

Não sou ninguém para dizer como você deve seguir a sua vida, mas esse foi o melhor jeito que eu achei de levar a minha vida. E eu, continuo sempre esperando que você aproveite o tempo da sua vida.

Janaina de Oliveira



Valentine Song

Eu não sei vocês, mas eu passei meu Valentine's Day muito distante do meu date, que hoje não é mais date é namorado :) Pois bem, eis que estou planejando um outro Valentine's Day pra gente, numa data diferente e só nossa (uhh que brega).

Bom, não sei ainda o que vou fazer no dia, mas já sei qual a música que vai ser trilha sonora. Antes de mostrar pra ele, vim aqui dividir com vocês, porque eu sou o tipo de pessoa que não aguenta guardar nada pra si próprio.

A música é Valentine Song (que original!!), composição da cantora Lotte Mullan, que mais me parece uma doida varrida escrevendo um diário na internet para xingar o mundo das gravadoras americanas (gosto dessa menina). A música é bem fofa e tem uma leve pegadinha country no fundo, que definitivamente ganhou meu coração. 

No mais, a música me fez refletir bastante sobre o valor que damos as “coisas” X valor que damos aos sentimentos. Fica para vocês a proposta do debate interno.




Janaina de Oliveira