Stay on course




Às vezes a vida nos coloca em encruzilhadas, com buracos profundos quase invisíveis aos nossos olhos, as vezes o sol forte nos cega e a chuva nos atrasa, mas o caminho para a felicidade é longo, e ninguém disse que seria fácil.

Às vezes o final é só o começo, e existem muitas coisas escritas nas entrelinhas das histórias de cada um, a cada passo que damos somos donos apenas das nossas próprias mentes.

A tristeza é mais fácil, ela é sempre uma forma de rendição. Se for ficar triste contente-se com apenas cinco minutos, neles é possível mergulhar numa tristeza absoluta, aproveite o tempo. Mas depois descarte tudo, jogue fora e siga em frente. Seguir em frente é sempre o principal.

No meio disso tudo ache um tempo, levante uma mão acenante no meio de uma grama qualquer, o céu é o seu teto, dance loucamente! Acene e mande beijos para as pessoas que passam. A felicidade só chega pra quem luta por ela.

A vida da gente nada mais é que um espelho, você precisa sorrir primeiro, para depois ela te devolver o sorriso de volta. Só vence quem arrisca. E, no fim disso tudo...

O maior propósito, com certeza, é a vida.

Janaina de Oliveira

paraleloS


Hoje saí de casa pra ir ver dois filmes: O Vencedor e Cisne Negro. Indico os dois, ótimos filmes, empolgantes e repletos de emoções.

O primeiro, mostra um drama familiar espetacular, o medo, a vergonha, a perda, a volta por cima, muito bom. Mas eu queria na verdade falar do segundo, não do filme propriamente, mas do que ele gerou em mim.

Estou com um sentimento estranho até agora, me encontrei em muitos momentos na personagem de Nina, aí quem assistiu vai dizer:

- Mas como assim?

Calma, eu explico.

Estive fazendo terapia nesses últimos meses, e descobri algumas (muitas) coisas estranhas sobre mim. Uma dessas descobertas foi saber que vivi momentos compulsivos em muitas fases da minha vida, o saber que era por "isso" que eu passava tantas vezes.

A compulsão é estranha, ela vem de uma vontade enorme e fazer determinada coisa, vem não da vontade, na verdade ela vem da frustração. No momento que nada do que foi planejado da certo vem a culpa, e a necessidade de auto-punição, traçamos metas cada vez mais difíceis e falhamos mais vezes, é um ciclo estúpido. A compulsão às vezes saí de um motivo e vai pra outro como forma de compensação.

É triste e dolorido, muito comum e difícil de admitir. Hoje percebo que é difícil curar também, e me pergunto se realmente existe uma cura. Acredito que não.
O que me incomoda mais, lembrando das cenas do filme, é até que ponto se pode chegar. Não quero chegar nem perto daquilo, nem perto do que já fiz.
Hoje estou buscando um equilíbrio e senti vontade de vir escrever isso por aqui, espero que ajude.

Vou seguindo, um passo de cada vez.

Janaina de Oliveira