Confusões sentimentais

Hoje depois de muitos dias sem passar por isso, eu senti uma enorme vontade de chorar, um nó na garganta apertando. Acho que vou ficar adoentada nos próximos dias, estou com uma viagem batendo na porta e não me sinto animada.

Eu sei que estou escrevendo um emaranhado de coisas confusas, mas é assim mesmo que me sinto no momento. Tantas sensações juntas. 

Não sei se tenho um motivo para estar assim nesse exato momento, as coisas não me parecem muito claras, os dias estão frios, uma amiga está voltando pro Brasil e outra pensando em voltar, ainda estranho as relações pessoais nesse país, acho que estou na TPM.

Pode ser qualquer uma dessas coisas e não tem jeito, o caminho é esperar passar. Lembrei de um presente que ganhei no Brasil, com a promessa de que se eu sentisse saudade ou se me sentisse triste, o simples fato de usá-lo iria fazer tudo melhor. Pois bem, usarei ele hoje.

Muitas coisas boas aconteceram e eu prometo que próxima semana vou vir aqui atualizar o blog, até com uns posts que estão prontos. E também com outros que farei, momentos, mudanças e sentimentos melhores que quero compartilhar.

Que o fim de semana seja agradável para todos nós.

Janaina de Oliveira

Amor, o tempo não existe



Eu nem ia escrever esse texto hoje, e agora nos 45 do segundo tempo me veio palavras para encher uma folha branca de papel. Na verdade, são sempre os sentimento que surgem quando começo a escrever, bem nem sempre, mas definitivamente nos meus melhores textos.

Hoje eu quero falar do quanto ganhei nos últimos meses, não nos dois últimos meses, porque esses dois meses foram resultados de dias que vivi antes de chegar aqui. 

Eu nem percebi, mas durante mais ou menos um ano e meio que me preparei, hesitei, segui, pesquisei sobre esse intercâmbio eu acabei crescendo e melhorando tudo o que existia em minha volta.

Acabei fortalecendo os meus relacionamentos, acabei entendo o que realmente valia a pena na minha vida, aprendi a dar muito mais valor as pequenas coisas que aconteciam ao meu redor, [re]aprendi a me amar. 

Construí tantos relacionamentos baseados no amor da amizade, no calor do momento, na verdade dos olhos, na linguagem do coração. Reencontrei pessoas antigas, amarrei laços e deixe que o mundo seguisse o seu curso com calma. 

Esqueci que o tempo existe e não quis saber de cobranças sociais, vivi sentimentos imensos e intensos do início ao fim, sem culpa, sem paranóias. Aprendi a acreditar no encontro de outras vidas e hoje sigo procurando a minha missão no mundo.

Mesmo tão longe, tudo é tão vivo. Eu consigo sentir tudo o que construí, eu consigo acreditar em tudo o que eu tenho, eu consigo me olhar no espelho e sorrir orgulhosa comigo mesma todos os dias. Sim, o amor ensina mais que qualquer coisa no mundo.

E eu só acho que eu tive que virar minha vida do avesso e mudar tudo de lugar para saber qual é e entender que eu tenho que lutar pela maneira que eu quero que as coisas andem na minha vida.

Janaina de Oliveira

Viagem para Nova York – Agosto/2013

Empire State

Atrasada, eu sei.

Viajei para Nova York no início do mês de Agosto, no final de semana do dia 8. E essa viagem foi fantástica para mim por diversos motivos: fiquei orgulhosa de me virar sozinha para chegar até a casa da minha amiga da madrugada. 

É difícil se virar quando você não confia no seu inglês e se encontra sozinha em frente à Pen Station no meio de NYC, depois das 12 horas da noite. Devo confessar que foi divertido, louco, mas divertido, e compensador.

Saí de casa com uma menina por volta das 5h30 para chegar até DC e pegar um ônibus em Chinatown, chegamos em cima da hora, mas conseguimos pegar nossos assentos e seguir viagem. Viagem demorada! 4h30 dentro de um ônibus não é fácil, dá próxima vez vou lembrar de levar um casaco, a noite o ônibus fica gelado!

Brooklyn Bridge
Cheguei na Pen Station 12h10, como estava programado, peguei um taxi até a Grand Centro Station e o último trem 1h15 da manhã para Larchmond (onde minha amiga mora). Cheguei lá perto das 2h da manhã e conheci o famoso Cellar Bar. 

O Cella é um barzinho sem charme nenhum do lado da estação, ele fica aberto até muito tarde, o que é raro aqui nos EUA e sim, é um bar de bêbados! Eu adorei, conheci mais uma brasileira e uma boliviana muito fofa e alto astral, além de diversos americanos frequentadores do bar. Acho que ficamos lá até umas 3h30 da manhã.

As belezas do Brooklyn
No dia seguinte fui com minha amiga “turistar” na City. Começamos pela ponte e as peculiaridades do Brooklyn. Adorei as apresentações na rua, adorei os quadros vendidos no meio da rua, adorei os pedintes sentados com seus cachorros, adorei aquele ambiente.

Central Park
Seguimos no sentido do Central Park, andamos em mais ruas chamadas de periferias e ali é possível sentir a exclusão racial aqui no país. É possível ver bem claro as divisões de bairros e classes sociais. Mas voltando ao turismo, o Central Park é lindo, um verdadeiro oásis no meio da selva de pedra. Não ficamos muito tempo porque o dia estava acabando e eu queria voltar na Times Square mais um vez.

Aqui é o centro do mundo

Mais uma vez me senti abobalhada chegando na Times, todas aquelas luzes e pessoas sempre me deixam perdida. Comprei algumas coisinhas e parei com minha amiga para comer no Apple Bee’s, delícia de comida bem ali no coração do mundo. De lá procuramos um bar e encontramos alguns amigos dela. Sempre acho engraçado conversar com europeus, o sotaque deles é bem diferente de outros lugares e muitas vezes eu demoro horrores para entender o que foi dito, mas tudo bem.

No final da noite decidimos que não íamos enfrenar uma balada depois de um dia de caminhada e voltamos para casa. 

Long Island
O domingo foi dia de praia (yeeeaaah), eu que estava morrendo de saudade disso, quase morri de felicidade. Viajamos para Long Island, paramos em Jones Beach, uma praia bem bacana, com muita gente na areia. De cara quando olhei, lembrei do piscinão de ramos, mas tudo bem.

Foi um dia super divertido, estava quente e eu acabei conhecendo mais algumas meninas, brasileiras e americanas. Saímos de lá depois do por do sol. Seguimos de volta para casa, paramos para comer no Smoke House em New Rochelle e eu conheci a famosa cerveja de morango. Não vi nada demais nela, mas tudo bem.

A tal da cerveja de morango para acabar o dia
Segunda-feira de tarde voltei pra casa, dei mais uma volta pelas enormes avenidas de NY com minha nova amiga boliviana e dois amigos dela, um japonês e um italiano. Peguei meu ônibus, encarei mais 4h30 de volta para DC e de lá metro e taxi para casa. 

No final de tudo, foi um ótimo passeio, mal vejo a hora de voltar lá de novo e conhecer outros pontos turísticos. Da próxima vez [estudando a possibilidade de ser em outubro] vamos ficar em um hostel no sábado, para aproveitar algumas das grandes baladas noturnas de NYC. 

Para quem quiser curtir um pouquinho do que eu vivi lá, acessa o meu vídeo, fiz com muito carinho: http://www.youtube.com/watch?v=ieJl39pRQqM

Janaina de Oliveira   

Setembro para andar

Eu não esqueci do post sobre a viagem para NY :)

Setembro chegou e me trouxe vontade de mudanças. Cansei de reclamar da vida, cansei de falar em saudade, em cansaço e em como as coisas estão difíceis. Andei olhando os últimos posts e só tenho vindo aqui pra desabafar. Não é essa a ideia de blog ou pelo menos não era pra ser (não o tempo todo). Estou com a cabeça borbulhando de posts e só me sento pra escrever coisas chatas, frustação da minha vida, hahaha.
  
Estou pensando em um novo projeto, já tem um bom tempo que venho pensando nele e não sei como engrenar as peças pra elas funcionarem juntas, talvez eu precise desmembrar tudo, talvez não. Vou pensar um pouco mais sobre isso e quanto eu tiver novidades concretas eu conto tudo aqui para vocês.

No mais, estou tentando andar com os meus problemas, resolver alguns, relevar outros e focar nos meus objetivos que às vezes ficam de lado, seja por uma coisa ou por outra. 

Pretendo dividir mais com vocês sobre minhas experiências no intercâmbio, estou vivendo uma coisa tão bacana e diferente e nem sequer sentei ainda pra contar sobre como é aprender uma nova língua, viver com uma família de outra cultura, fazer amigos no exterior, comprar em lojas que você nunca viu, viajar...

Enfim, coisas boas estão vindo por aí. Aguardem...

Janaina de Oliveira